- Escola Projeto 21
- 24/08/2026
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Futuro da escola e o papel dos professores
Futuro da escola e o papel dos professores
A Equipe pedagógica da Escola Projeto 21 participou da palestra com António Nóvoa e encontrou nas reflexões do educador português pontos de diálogo com práticas desenvolvidas cotidianamente pela escola
* Texto compartilhado no jornal semanal da Escola Projeto 21: Nanico
Uma parte da equipe pedagógica da Projeto 21 participou de uma palestra com o educador português António Nóvoa. Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra e em História pela Universidade Paris IV–Sorbonne, Nóvoa é Professor Emérito e Reitor Honorário da Universidade de Lisboa, instituição da qual foi reitor entre 2006 e 2013.

Só por esse currículo e pelo que conhecemos de seu pensamento acompanhando os vários trabalhos na área de História e Educação já seria um momento valioso, mas, quando ele menciona que “o futuro da escola e o papel dos professores” passa, a seu ver, por muitas práticas que já adotamos cotidianamente na Projeto, ficamos ainda mais felizes!
A formação dos professores e a escola do futuro
Ele pontuou sobre o investimento na formação acadêmica dos professores, o quanto ela está sendo frágil dentro das universidades e o quanto isso precisa mudar. Mais ainda: se pensarmos na prática docente, Nóvoa acredita que, numa escola do futuro, além de repensar a formação dentro das academias, com profissionais aptos para atender os alunos na sala, é preciso valorizar a formação continuada dentro da escola, aquela que acontece diária e continuamente.

Quem nos acompanha semanalmente no Nanico sabe que aqui na nossa escola isso é uma prática cotidiana. Isso porque acreditamos, em consonância com o pensador português, que quanto mais bagagem de repertório, de vida, de leitura de mundo…, mais competências e habilidades os professores têm para lidar com o dia-a-dia da sala de aula.
O papel do professor diante das novas tecnologias
Outro ponto que ele enfatizou foi um desafio que atinge a todos nós: isto é, o momento em que estamos, como humanidade, diante das tecnologias.
Esse pensamento também aparece na entrevista “Aprendizagem não é saber muito”, concedida por António Nóvoa à revista CartaCapital. Ao refletir sobre o papel dos professores em uma sociedade marcada pelo amplo acesso à informação, o educador defende que a função docente está justamente em ajudar os estudantes a transformar informação em conhecimento.
Para Nóvoa, “o professor tem de ajudar o aluno a transformar a informação em conhecimento”.

A reflexão também alcança a presença das novas tecnologias na educação. Nóvoa reconhece seu potencial educativo e as transformações provocadas pela revolução digital na maneira como buscamos conhecimento, pensamos, nos relacionamos, nos comunicamos e aprendemos. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de refletir profundamente sobre como essas tecnologias são utilizadas por professores e alunos.
Desenvolver conhecimento ou colecionar conteúdos?
Esta interessante entrevista, intitulada “Aprendizagem não é saber muito”, dialoga com a palestra, pois António Nóvoa seguiu na toada de que “o professor tem de ajudar o aluno a transformar a informação em conhecimento”.
Ou seja, mais importante que os conteúdos, é o ensinar a pensar. Para isso, ele desenvolveu uma diferenciação entre “desenvolver conhecimento” e “colecionar conteúdos”.

Uma reflexão que dialoga com a Projeto 21
Por isso, a importância do planejamento e do acompanhamento diário. Se, como na nossa escola, a prioridade for a construção de conhecimento, é necessário interação, partilha, troca através de experiências, experiências práticas e tudo isso num ambiente que acolha isso, em um espaço físico que também comunique e impulsione tais trocas.
E é assim que seguimos no meio do segundo trimestre, no início do segundo semestre e rumo aos 41 anos da nossa escola do presente! Obrigada por confiarem no nosso projeto e, juntos, sermos educadores que assumem uma responsabilidade perante a nossa própria formação e perante a formação dos nossos colegas e filhos, filhas e estudantes.