- Escola Projeto 21
- 11/08/2026
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Por que a convivência na escola também faz parte da aprendizagem?
Por que a convivência na escola também faz parte da aprendizagem?
É também na escola que a vida acontece: uma oportunidade para aprender a existir no coletivo
Já compartilhamos aqui no blog [acessar conteúdo] uma definição de escola de que gostamos muito, formulada pela pedagoga Catarina Gonçalves em entrevista ao Centro de Formação da Escola da Vila: “um importante laboratório social, espaço propício para que as aprendizagens aconteçam no âmbito das relações”. Laboratório é um pouco estranho, mas também fascinante — espaço de “invencionáticas”, para dar a isso uma cor poética.
Mestre e doutora em educação e pesquisadora do desenvolvimento da moral, Catarina nos ajuda a entender que a constituição dos sujeitos não se dá no isolamento. É no dia a dia da escola que entramos em contato com inúmeras habilidades sociais: esperar, negociar, perder, considerar outros pontos de vista, respeitar as diferenças — e, também, cuidar, posicionar-se, importar-se, cooperar.

Fazer COM, e não fazer POR
Para que essas aprendizagens aconteçam, é imprescindível que nós, adultos, acreditemos que nossos meninos e meninas são capazes: capazes de sustentar os desconfortos e de buscar caminhos de resolução quando os conflitos aparecem. Na vida, é preciso aprender a se responsabilizar. E a escola é esse lugar.
Muitas vezes, meninos e meninas não conseguirão fazer isso sozinhos. Nosso papel é parar, apoiar e estar junto — sem apresentar soluções prontas, um “ponto final” que crianças e adolescentes devem apenas aceitar. Não se trata de fazer POR, e sim de fazer COM.
Assim, a escolha da escola é também a escolha de com quem dividimos a tarefa de promover autonomia e repertório emocional e moral para encarar os conflitos da vida adulta.
Aprender a existir no coletivo

Na mesma entrevista, Catarina nos lembra: “o respeito à coletividade é um valor que […] amplia nossa sensibilidade moral, nos deixando menos vulneráveis a uma cultura que privilegia apenas o autocuidado e o indivíduo. […] Se posso contar com meu amigo — e também com aquele que não é, mas que me respeita como sou — tenho a garantia de que pertenço à minha comunidade.”
Vamos juntos!
As falas de Catarina Gonçalves citadas neste texto foram extraídas de entrevista concedida ao Centro de Formação da Escola da Vila